Fala a Ir. Olmira Dassoler, presidente da Associação de Educação Católica do Brasil
BRASÍLIA, domingo, 29 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Belo Horizonte (Minas Gerais, sudeste do Brasil) acolheu, de 22 a 25 de julho, o 19º Congresso Nacional da Educação da AEC (Associação de Educação Católica) do Brasil, sob o tema «A práxis impregnada de amor. Por uma educação católica inédita e viável».
Para falar sobre o Congresso, do qual participaram 2.350 educadores, e sobre temas de educação no país, Zenit entrevistou a Ir. Olmira Dassoler, presidente da AEC.
– Que luzes o Congresso lançou?
– Ir. Olmira Dassoler: Foi um novo ânimo para o educador. Uma vontade de sentir os apelos da realidade. Todo o Congresso foi uma graça muito grande, porque tudo transcorreu muito bem. Foi um momento de encontro dos educadores do Brasil todo. Houve muita participação no sentido de encontro entre eles. Uma parte muito bonita salientada foi a espiritualidade do educador. A necessidade do educador estar sintonizado com uma espiritualidade que lhe dê suporte para a prática educativa.
Falou-se também da mercantilização da educação, das tecnologias, que devem estar a serviço da educação, mas que não escravizem as pessoas, não as dominem. Que o educador procure realmente se sintonizar com as coisas novas que aparecem, que não desanime, e sim procure aquilo que possa auxiliá-lo em seu trabalho.
– O documento final da Conferência de Aparecida fala que há uma «emergência educativa» na América Latina...
– Ir. Olmira Dassoler: O arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, enfatizou no Congresso que, na prática educativa, o educador deve realmente se espelhar e buscar que o centro de toda essa prática seja a pessoa de Jesus Cristo. Isso para que nós, educadores, sejamos realmente missionários desse Jesus Cristo.
– Como é ser escola católica em um universo plural e secularista como o dos dias de hoje?
– Ir. Olmira Dassoler: É difícil, mas eu penso que, se nós acreditamos em valores, nós sabemos o que queremos, nós acreditamos na utopia, há sempre esperança. A educação não é uma coisa mágica que acontece de um dia para o outro. Nós devemos acreditar numa semente que é lançada, e essa semente cresce de pouco em pouco. Quando a gente percebe, vê os frutos que estão aparecendo. Mas tem de ter paciência. E paciência histórica também. Por outro lado, não ficar alheio ao novo que vem aparecendo. Descobrir nesse novo quais são as coisas positivas. O potencial que pode contribuir.
– Hoje em dia muitas escolas educam de uma forma um tanto reducionista do ponto de vista antropológico, visando apenas resultados. Uma das razões de ser da escola católica seria a proposta de formação integral?
– Ir. Olmira Dassoler: Esse que é o diferencial da escola católica. Não se ater simplesmente ao conteúdo. Eu penso que a escola católica tem de ir além. Tem de buscar desenvolver esses valores que formam a pessoa integral, não é só formar para a cabeça, mas a cabeça e o coração. Nesse sentido que eu vejo a escola católica dando o seu diferencial. Claro que cada escola tem o seu específico. Em cima dele deve-se buscar isso que faz com que a escola se torne um ponto de luz, de testemunho, porque muitos educadores, mesmo nas escolas públicas, são católicos, procuram viver os seus valores. Mas na escola católica é ainda mais. E aí você está acreditando numa proposta que traz o diferencial.
| JMJ08: lares p/ acolher peregrinos | |
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| 16-Jul-2007 | |
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Jornada da Juventude de Sydney busca lares para acolher jovens peregrinos SYDNEY, segunda-feira, 16 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Contando com a amabilidade e acolhida dos residentes em Sydney (Austrália), a organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2008 convida as famílias locais a acolherem os jovens peregrinos que, em julho do ano que vem, chegarão em grande numero à cidade. No próximo ano, a XXIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 15 a 20 de julho, será um grande encontro de fé e alegria de jovens do mundo com o Papa, reunidos em torno das palavras de Jesus: «Recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas» (Atos 1, 8). Bento XVI divulgará na próxima sexta-feira a Mensagem que prepara, para os jovens, em relação a este convite. No domingo passado, a organização da JMJ abriu as inscrições para o «HomeStay», um programa para que os moradores de Sydney que queiram possam acolher voluntariamente em seu lar dois ou mais peregrinos, estrangeiros ou moradores de cidades mais distantes de Sydney. Para lançar a campanha «HomeStay» foi escolhido exatamente o dia que marca um ano para a celebração da Missa de abertura da JMJ, que será presidida pelo cardeal George Pell e será concelebrada por bispos e sacerdotes de todo o mundo. Espera-se aproximadamente meio milhão de jovens na JMJ de Sydney; 125.000 serão provenientes de outros paises; 175.000 de outras cidades australianas, segundo a organização do evento. A maioria dos jovens ficará alojada em escolas e salões paroquiais, mas –segundo o bispo Anthony Fisher OP, coordenador da JMJ– calcula-se que 50.000 precisarão de acolhida nos arredores de Sydney. «O povo de Sydney é amigável e generoso, e estamos seguros de que muitos abrirão seus corações e seus lares à juventude peregrina que vem de muito longe», afirma o bispo. O prelado também anima os residentes a que demonstrem sua célebre hospitalidade presenteando os visitantes internacionais com uma experiência inesquecível. Um comunicado da JMJ conta o caso de Cheryl Fernández e de seu irmão Carl, residentes em Sydney. Alojaram-se cada um com uma família diferente em Colônia (Alemanha), na JMJ de 2005. Sua família deseja receber os peregrinos no próximo ano. Para Cheryl, «HomeStay» representa «uma oportunidade para promover a hospitalidade da Austrália e seu espírito de comunidade». «Quando estive em Colônia fui tratada como um membro da família, e isso é algo que recordarei sempre – reconhece –. Agora o encontro é aqui, em Sydney, e eu quero devolver o favor e demonstrar a nossos visitantes de fora essa esplêndida hospitalidade australiana pela qual somos famosos». O convite está especialmente dirigido às famílias que falem outros idiomas, além do inglês, para que se envolvam na iniciativa como anfitriões. As comunidades de todos os bairros de Sydney estão se preparando para receber aos peregrinos no ano que vem. Grupos comunitários como paróquias, escolas e clubes estão convidados a fazer parte do «HomeStay». Aos participantes da campanha é pedido que providenciem lugar para dormir e café da manhã para dois ou mais peregrinos – que deverão ter mais de 18 anos –. A acolhida deve englobar de 14 a 21 de julho de 2008. Maiores informações, participação em «HomeStay» e inscrições à JMJ, na página oficial do evento: www.wyd2008.org |
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 18 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI expressou sua dor pelas numerosas vítimas do que é considerado o maior acidente aéreo da história do Brasil.
As autoridades brasileiras temem que o número de vítimas mortais do acidente com o Airbus 320 da Empresa TAM, ocorrido na noite dessa terça-feira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, chegue a 250 e consideram quase impossível que haja sobreviventes.
O acidente aconteceu durante o processo de aterrissagem do vôo de número JJ 3054, que vinha da cidade de Porto Alegre, no sul do país, para São Paulo.
O Papa manifestou seu pesar com um telegrama enviado ao arcebispo da cidade, D. Odilo Pedro Scherer, através do cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado.
O pontífice, recordando que no mês de maio visitou essa cidade brasileira, expressa «todo seu pesar aos familiares» das vitimas e «assegura suas preces de sufrágio» pelos falecidos.
O bispo de Roma «invoca de Deus força e conforto para feridos e quantos foram atingidos pela tragédia».
Chamado do Papa à distribuição justa das riquezas do planeta
Discurso a embaixadores do Paquistão, Islândia, Estônia, Burundi e Sudão
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1º de junho de 2007 (ZENIT.org).- Publicamos o discurso que Bento XVI dirigiu nesta sexta-feira ao receber as cartas credenciais dos embaixadores ante a Santa Sé do Paquistão, Islândia, Estônia, Burundi e Sudão.
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| DIA DE PROTESTO |
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Passeata percorre avenida em direção ao Palácio dos Bandeirantes |
De rosto coberto, manifestante encara policial em bloqueio |
Manifestante é contido ao tentar furar bloqueio dos policiais |
Boneco gigante representa o governador José Serra |
Manifestantes exibem livros diante do bloqueio da PM |
MAIS FOTOS DA PASSEATA |
VÍDEO: TENSÃO E SPRAY |

Reforma universitária e maioridade penal em debate
Nesta terça-feira, 22 de maio, a Calourada traz a discussão de dois importantes temas: Reforma Universitária: desafios e perspectivas, e Direitos da Juventude e a maioridade penal. Para a primeira, estão convidados o reitor da UnB, Timothy Mulholland; e representantes do Ministério da Educação; da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB). No outro debate, estarão presentes os deputados distrital Chico Leite, e federal Flávio Dino, e os professores da Faculdade de Direito José Geraldo e Cristiano Paixão
Por Pe. Xavier Masdeu (*)
Nos dias que antecedem a visita do Santo Padre ao Brasil, tem-se falado muito a seu respeito. De sua história aos seus pronunciamentos, de sua alimentação à sua hospedagem, da estrutura dos eventos aos gastos e benefícios que teremos enquanto nação. Entretanto, fala-se pouco sobre a importante missão de conduzir a Igreja de Cristo. E, sendo discípulos desse Cristo, como podemos acompanhá-lo nessa importante missão de guiar seu rebanho no peregrinar terrestre de nossa história rumo a Jerusalém celeste?
São Josemaría Escrivá, após morar em Roma muitos anos, pede que se grave em uma lápide, no ponto mais alto da sua casa: “Como brilhas, Roma! Como resplandeces daqui, em panorama esplêndido, com tantos monumentos maravilhosos de antiguidade! Mas a tua jóia mais nobre e mais pura é o Vigário de Cristo, de quem és a única cidade que se gloria”[1].
Como muitas igrejas da antiguidade, a basílica de São Pedro está construída sobre a sepultura de um mártir que, nesse caso, é o Apóstolo Pedro. João Paulo II, por ocasião da missa inaugural de seu pontificado, fez memória à história de “Quo vadis Domine? – Onde ides, Senhor?”[2]. Tal citação recorda-nos que, no ano 63 d.C., se iniciou, em Roma, a grande perseguição de Nero aos cristãos. Nesse período, o apóstolo já morava na cidade. A Igreja, em expansão, era perseguida e os cristãos reuniam-se escondidos nas casas. Por medo dos romanos, segundo a tradição, iniciou-se uma fuga em massa daqueles que professavam a fé em Cristo. Eles mesmos, por sua vez, tinham convencido o apóstolo a fugir. Sobre essa fuga, João Paulo II nos diz que “o Senhor interveio e teria vindo ao encontro dele. Pedro, então, dirigindo-se ao mesmo Senhor, perguntou: ‘Quo vadis Domine? — Onde ides, Senhor?’. E o Senhor imediatamente lhe respondeu: ‘Vou para Roma, para ser crucificado pela segunda vez’. Pedro voltou, então, para Roma e aí permaneceu até sua crucifixão”[3]. A opção de Pedro fizera de Roma a “cidade dos papas”.
A partir dessa afirmação, não podemos negar que as raízes de nossa fé estão em Roma. Torna-se natural que, como cristãos, nosso coração se translade para Roma nas datas importantes, assim como a Festa da Cátedra de São Pedro, celebrada dia 22 de fevereiro de cada ano. Sobre esta festa, Bento XVI afirma que “é antes de tudo uma festa da catolicidade. É sinal do Pentecostes a nova comunidade que fala em todas as línguas e une todos os povos num único povo, numa família de Deus”[4].
Ser católico é sinônimo desta catolicidade, deste pertencer à família de Deus, é amor ao papa, à sua vida, ao seu ser, à sua postura e orientações. Este amor deve ser incondicional, pois acreditamos que o Vigário de Cristo é instrumento escolhido por Deus para guardar-nos e conduzir-nos à vida eterna.
Passado pouco mais de dois anos que João Paulo II abandou este mundo, talvez nos lembremos das milhares de pessoas que faziam filas na praça de São Pedro, passando horas e horas para oferecer-lhe uma singela homenagem, num gesto de amor, carinho e unidade. Na ocasião, certo canal televisivo entrevistou uma pessoa que, logo depois de concluir seu trabalho, agregou-se à fila. Mas, depois de algumas horas, não havia conseguido chegar perto da basílica e decidiu ir embora. Já era hora de voltar ao trabalho! O jornalista, por sua vez, perguntou assombrado: “Doze horas de fila para nada. Valeu a pena?”. A resposta do entrevistado foi simples, mas singela: “Valeu sim! Porque esta é minha homenagem ao papa. Estou bem contente.".
Sem dúvida João Paulo II possuía algumas condições naturais, pelas quais era fácil amá-lo: afetuoso, de simpatia natural, era capaz de colocar-nos, quando necessário, diante das exigências da vida cristã com palavras fortes e claras. Seu sucessor, o Papa Bento XVI, em sua primeira missa como Sumo Pontífice aos Cardeais na Capela Sistina, referindo-se ao seu antecessor, dizia: “Tenho a impressão de sentir a sua mão forte que estreita a minha; parece que vejo os seus olhos sorridentes e que ouço as suas palavras, dirigidas neste momento particularmente a mim: 'Não tenhas medo!”[5]. O bispo de Roma sente a responsabilidade da missão que lhe fora confiada, ou seja, a responsabilidade de conduzir todos os homens para o céu. Mudaram as circunstâncias, mudaram as pessoas e, com elas, as condições da realidade histórica. No entanto, o amor permanece. Continuamos tendo conosco, na pessoa do Papa, “il dolce Cristo in terra – o doce Cristo na terra”, como dizia Santa Catarina de Sena. Este pensamento ajuda-nos na superação de nossas diferenças, para vibrar, em unidade, como Igreja povo de Deus, com todos os cristãos.
Um escritor do século II, Santo Ireneu de Lião, expressava o ministério de unidade com estas palavras: “a mesma fé com uma só alma e um só coração, a mesma pregação, ensinamento, tradição, como se tivesse uma só boca. São diversas as línguas, segundo as religiões, mas a força da tradição é única e a mesma. As Igrejas da Alemanha não tem fé ou tradições diversas, nem as da Espanha, da Gália, do Egito, da Líbia, do Oriente, nem as do centro da Terra; como o sol, criatura de Deus, é um só e idêntico em todo o mundo, assim a luz da verdadeira pregação resplandece em toda a parte e ilumina os homens que desejam chegar ao conhecimento da verdade” (Adv. Haer. I 10, 2).
A unidade e a fidelidade para com o Santo Padre podem ser expressas, principalmente, pelo amor e pela oração, como dizia São Josemaría Escrivá. Chegando a Roma pela primeira vez e observando a cúpula da basílica de São Pedro, fez sua profissão de fé diante de tal esplendor. De sua residência era possível observar perfeitamente a biblioteca da residência do Vigário de Cristo que, por sua vez, estava com as luzes acessas. Nesta noite, São Josemaría Escrivá ficou o tempo todo observando o palácio episcopal e acompanhando-o com sua oração. Esta oração, dirigida ao Santo Padre, era acompanhada por seu sacrifício: o sacrifício de velar, noite adentro, após uma longa viagem, e o de esperar alguns dias até visitar a basílica. Este era o modo de manifestar seu carinho pelo Papa. Do Brasil, não podemos acompanhá-lo em sua janela, mas, com os olhos da fé, podemos acompanhá-lo com nossas orações e preces, com reta intenção de ajudá-lo em seu ministério Petrino.
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Ao versar sobre a fidelidade, São Josemaria escreve que “a fidelidade ao Romano Pontífice implica uma obrigação clara e determinada: a de conhecer o pensamento do Papa, manifestado nas Encíclicas ou em outros documentos, fazendo quanto estiver ao nosso alcance para que todos os católicos prestem ouvidos ao magistério do Santo Padre e ajustem a esses ensinamentos a sua atuação na vida” (Forja 633).
Já no primeiro ano de seu pontificado, Bento XVI publica uma Carta Encíclica intitulada “Deus Caritas Est – Deus é Amor”. Conhecer o verdadeiro significado deste amor é, sem dúvida, fundamental para compreender o pensamento do magistério e conseqüentemente do Santo Padre. Por outro lado, em nosso peregrinar terrestre, procurar colocá-la em prática é um modo simples e delicado de seguir as pegadas de Pedro.
Para facilitar esta tarefa de esclarecimento de nossa fé, Bento XVI, na missa da festa dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, ao entregar o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, dizia sentir-se feliz por entregar à Igreja “um novo guia para a transmissão da fé”, que pudesse nos ajudar a conhecer e viver melhor a fé que nos une.[6] Este é o desejo de nosso Pastor: proporcionar-nos um instrumento que nos ajude a conhecer, de modo simples, os pontos principais de nossa fé e as coisas que devemos apreciar para alcançar mais facilmente o Céu. Ao mesmo tempo, nos pede uma decisão concreta, de tempo e leitura, para conhecer, amar e defender a fé que professamos.
Nos dias do falecimento de João Paulo II, os meios de comunicação entrevistaram muitas pessoas, entre elas uma moça romana de aproximadamente vinte anos. Estava na longa fila para se despedir do Santo Padre. Dizia ser a primeira vez que estava em São Pedro. Não tinha fé. Mas, naquele momento, professava publicamente: “Há tantos anos que moro nesta cidade e sempre tenho vivido com as costas para o Papa. Agora, sinto o desejo de conhecer o que escreveu. Vou começar a ler os escritos do Papa”.
Estamos às portas de receber o Vigário do Cristo. Questionamo-nos se vale a pena enfrentar longas viagens, filas, aglomerados e desconfortos. Entretanto, pode não passar por nossas mentes o fato de poucas pessoas ao redor do mundo possuírem a oportunidade de estar tão próximas do sucessor de Pedro. Sabemos das dificuldades físicas e materiais, mas não podemos “virar as costas para o Papa” e deixar passar despercebido este momento ímpar de nossa história. Com os olhos da fé, voltemos nosso olhar para felicidade daqueles que puderam, de alguma forma, aproximar-se do Vigário de Cristo, “jóia mais nobre e pura”, e o bem que lhes fizera. Renovemos nosso compromisso de professar, rezar e compartilhar, como povo de Deus, assembléia reunida, num ato público de fé, o amor que nos translada para junto do Santo Padre, o Papa Bento XVI.
(*) Doutor em Filosofia
Especialistas lutam pela vida na Suprema Corte do Brasil
Ministro convocou audiência pública para discutir permissão à pesquisa com embriões
BRASÍLIA, sexta-feira, 20 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Em meio ao fortalecimento das pressões a favor da legalização do aborto no Brasil, um grupo de especialistas foi a Brasília esta sexta-feira para defender a vida em estágios ainda mais preliminares do que as supostas 12 semanas assinaladas no projeto de lei que visa permitir a interrupção da gravidez no país.
Trata-se da defesa do embrião humano em seu estágio inicial, após a fecundação, que se tornou objeto de experimentação após a aprovação da Lei de Biossegurança, em março de 2005, que permitiu no país a pesquisa com células-tronco embrionárias.
Nesse contexto, a Procuradoria Geral da República havia ajuizado no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3510), que visa barrar a pesquisa com embriões humanos, afirmando justamente a inconstitucionalidade dos dispositivos da Lei de Biossegurança que permitem esse tipo de pesquisa.
Antes de julgar a ADI, o ministro Carlos Ayres Britto, do STF, convocou a primeira audiência pública da história da casa, para ouvir especialistas em torno ao tema.
Segundo o subprocurador geral da República Claudio Fonteles, autor da ADI no STF, a proposição da ação no Supremo tem um objetivo básico: «garantir o direito à vida, que é inviolável, segundo a Constituição».
«Eu defendo a vida humana e ela começa com a fecundação, isto é fundamental. Minha luta é pela vida humana. Vamos prosseguir com o que já é certo e não com o que ainda está no escuro», disse Fonteles, aludindo ao fortalecimento das pesquisas com células-tronco adultas, encontradas principalmente no cordão umbilical e na medula.
Segundo informa a agência de notícias do STF, o médico Marcelo Vacari Mazzenoti, especialista contrário à pesquisa com embriões, explicou aos presentes o êxito das experiências com células-tronco adultas nas várias especialidades médicas.
Cirurgião plástico especializado em lidar com crianças com má-formação, Mazzenoti disse que «podemos utilizar células-tronco adultas em diversas situações, como doenças de chagas, doenças auto-imunes, acidentes vasculares cerebrais, lesões de medula espinhal e doenças genéticas, dentre outros. Já com relação à utilização de células-tronco embrionárias, não há fato objetivo e concreto que confirme a sua utilidade».
O médico ainda disse há 72 aplicações clínicas descritas com o uso de células-tronco adultas e nenhuma aplicação descrita de células-tronco embrionárias. «Não é preciso interromper a vida para trabalhar com células-tronco», concluiu.
A professora-adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Claudia Maria de Castro Batista defendeu a autonomia do embrião humano. Ela disse que a vida humana é um processo contínuo, coordenado e progressivo, que começa a partir da fecundação do óvulo pelo espermatozóide.
Já a doutora Alice Teixeira Ferreira, médica, professora associada de biofísica da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESPE/EPM), afirmou que não é indispensável a utilização das células-tronco embrionárias na pesquisa científica.
Ela explicou que células-tronco embrionárias são aquelas retiradas, mecanicamente, do embrião em sua fase de blastocisto (entre cinco a seis dias após a fecundação), e as células-tronco adultas são todas aquelas encontradas após a formação dos tecidos e órgãos do corpo e são.
No mundo todo, e em pesquisas realizadas pela própria cientista com embriões de camundongos, não se tem resultado positivo algum com o uso de células-tronco embrionárias.
A doutora sugeriu à classe médica a criação de um banco de líquido amniótico, que após o parto é dispensado, para aproveitamento futuro. Para a pesquisadora, todos os relatos provam que não há necessidade de utilizar células-tronco embrionárias, que sacrifiquem o embrião humano, face às alternativas por ela apresentadas.
Filosofia da ciência
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Prof. Marcos Pericoli
Setenta anos da encíclica contra nazismo
«Mit Brennender Sorge», um chamado profético
ROMA, quarta-feira, 4 de abril de 2007 (ZENIT.org).- Em 21 de março de 1927, no Domingo de Ramos, em todas as igrejas da Alemanha se leu a encíclica do Papa Pio XI «Mit Brennender Sorge» (Com ardente preocupação). É a mais dura crítica que a Santa Sé já expressou a respeito de um regime político.
Depois de setenta anos, aquela encíclica confirma tudo o que a Santa Sé pensava sobre a natureza e perigos do nazismo. É também profética a parte na qual explica que a separação da fé e da moral leva à decadência e à guerra.
Para aprofundar a história, natureza e ensinamentos que se tiram da «Mit Brennender Sorge», Zenit entrevistou o jesuíta Peter Gumpel, cujo conhecimento histórico das relações entre a Alemanha e a Santa Sé é decisiva.
O Pe. Gumpel explicou a Zenit que, após a Primeira Guerra Mundial, a Santa Sé realizou esforços para realizar uma concordata com Alemanha, mas todas as tentativas fracassaram. Houve acordos com alguns estados alemães como Baviera, Prússia e Baden, mas não com Alemanha como tal.
Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler tomou o poder, e já em abril ofereceu, por iniciativa própria, um Acordo à Santa Sé, cujas cláusulas eram muito favoráveis à Igreja.
Em Roma, a Santa Sé não cria nem se fiava em Hitler, mas se encontrava na difícil situação de não poder rejeitar, porque se tratava de um Acordo muito favorável.
Portanto, a Santa Sé, ainda não se fiando de Hitler, assinou o Acordo. Na Cúria romana, contudo, todos sabiam que Hitler não observaria nem respeitaria o acordo. Poucas semanas depois da conclusão do acordo, o cardeal Eugenio Pacelli, futuro Pio XII, secretário de Estado, à pergunta do diplomata britânico: «Hitler respeitará o acordo?», respondeu: «Absolutamente não; podemos só esperar que não viole todas as clausulas de uma vez».
E com efeito, imediatamente depois da assinatura, começou a perseguição dos católicos. Para defender os católicos, a Santa Sé enviou ao Governo mais de 50 protestos (cujos textos se encontram no livro «Der Notenwechsel Ziwischen Dem hailigen Stuhl Und Der Deitchen Reichsregierung» («O intercâmbio de notas diplomáticas entre a Santa Sé e o Governo do Reichstag» -- da Ratificação de Acordo do Reich até a encíclica «Mit Brennender Sorge». Matthias -- Grunewald - Verlag - Mains, 1965).
Apesar dos protestos oficiais da Santa Sé, os atropelos nazistas se tornaram cada vez mais incessantes na educação, na imprensa, com a prisão de sacerdotes, etc., até o ponto de que, em 1936, a Conferência Episcopal Alemã pediu uma intervenção pública.
Esperavam-se os bispos alemães para a visita «ad limina» em 1938, mas a data foi antecipada um ano e foram convocados a Roma em 1937. Naquela ocasião, todos os prelados estavam de acordo em pedir que a Santa Sé publicasse um documento público de condenação do nazismo.
O Pe. Gumpel revelou à agência Zenit que «o cardeal de Munique, Michael von Faulhaber, escreveu com todo segredo o texto da encíclica, escreveu-o todo a mão para não ditá-lo a ninguém e manter o segredo».
«A este texto, que serviu de base para a encíclica, se acrescentaram as intervenções do secretário de Estado, Eugenio Pacelli, e durante sete semanas se preparou um texto com partes ainda mais fortes e explícitas que as indicadas por Von Faulhaber», acrescentou o sacerdote jesuíta.
O texto definitivo da encíclica foi assinado pelo Papa Pio XI em 14 de março de 1937. Alguns exemplares impressos foram enviados ao núncio em Berlim, que por sua vez os passou ao bispo de Berlim e desde lá, correios secretos os entregaram a todos os bispos alemães.
Sem a Gestapo saber, o texto foi impresso em doze gráficas. Muitos bispos mandaram imprimir milhares de exemplares.
Com todo segredo, os textos foram distribuídos a todos os párocos, aos capelães, aos conventos e a encíclica foi lida em todas as igrejas alemãs no dia 21 de março de 1937.
«Eu tinha 14 anos e estava na catedral de Berlim quando na homilia foi lido o texto da encíclica -- recorda o Pe. Gumpel a Zenit como se fosse hoje. A igreja estava repleta e a reação geral foi de convencida aprovação.»
A linguagem era clara e explícita. Hitler estava enganando os alemães e a comunidade internacional. A encíclica afirmava que o chefe nazista era pérfido, não fiável, perigoso, alguém que queria substituir Deus.
O padre jesuíta relata que «a reação dos católicos foi entusiasta», enquanto «a reação de Hitler foi furiosa». Conta-se que Hitler durante três dias estava tão fora de si que não quis ver nem receber ninguém.
Continua...
Tales de Mileto (624-548 A.C.) "Água"
Anaximandro de Mileto (611-547 A.C.) "Ápeiron"
Fragmentos
| Mensagem de Dom Augusto sobre o Menino Hélio | |
| Dom Antonio Augusto fala sobre a morte brutal do menino João Hélio, que comoveu o país nos últimos dias. Texto também traz considerações sobre a dignidade humana, o aborto e outras questões pertinentes.
O mundo que os governantes e os legisladores do nosso país querem melhorar com reformas políticas e com transformações sócio-econômicas está sendo cada vez mais uma ilusão e um projeto mirabolante sem começo nem fim, porque os problemas são os mesmos há décadas. O único que muda são os seus nomes nas cadeiras que ocupam. O mundo que existe é o de João Hélio: o mundo do amor infantil. "Mamãe, te adoro", com um boneco simples, de braços abertos, foi o desenho que ele fez e revelou o que iria melhorar mesmo o Brasil. Mas parece que os adultos, não querem que este mundo do amor puro, sincero, singelo, venha a existir algum dia. No princípio da nossa história cristã também as crianças foram impedidas de nascer e de crescer e o meio foi o que os adultos daquela época consideravam correto: a morte. Os martírios de Tarciso,Cecília, Inês, das jovens mães Perpétua e Felicidade, de famílias inteiras como a de Sinforosa com o seu marido e sete filhos, e tantos outros, foram tão brutais e sangrentos como o do nosso mártir-mirim, João Hélio Fernandes. A vida humana, especialmente no seio materno e, posteriormente, nos anos da infância e da adolescência, não está sendo valorizada e respeitada totalmente nem por leis e nem tampouco por estatutos. O Estatuto da Criança e da Adolescência traz nas suas páginas contradições tão aberrantes como a de menores criminosos psicologicamente enfermos que em três anos estarão livres para continuarem exercendo o seu caráter de Herodes, de Nero, de Décio e de Diocleciano, governantes dos primeiros séculos da era cristã, que tiveram sede de sangue nas células dos seus cérebros doentios. Aí vai uma carta que saiu de um coração enlutado desde vários dias para que os eleitores e os leitores reflitam. João Hélio, mártir-mirim da vida, não foi você sozinho que, arrastado por ladrões e assassinos, entrou no rol das crianças cheias de amor no coração e foram impedidas de amar na vida. João Hélio você tem, infelizmente, muitos amiguinhos que os nossos governantes e legisladores não querem que nasçam, e estão a fim, nestes próximos anos, de criarem leis, não para protegê-los, mas para matá-los dentro do corpo de suas mãezinhas. João Hélio, se você continuasse vivo, na sua escola de ensino fundamental e, depois, no seu ensino médio, no pátio onde as crianças costumam brincar, aprendem a cultivar os hábitos civis da convivência, têm as condições necessárias para desenvolverem nobres valores da amizade, tais como o respeito pelas meninas, a bondade, o perdão, sabe o que você iria encontrar, João? Máquinas de distribuição de preservativos, um objeto que serve para evitar filhos e que é falho em 33% das vezes que é usado. Para quê os preservativos para crianças, se você, João e seus coleguinhas vivem num mundo de amor puro e autêntico e não precisam que os adultos forcem vocês a 'fazerem sexo' ou aprendam o amor comercializado do corpo humano? João Hélio, você não passou dos seus 6 aninhos, mas sequer você imaginou nesse pouco tempo de vida, que os outros meninos como você nem sequer foram concebidos. Vou te contar o porquê: é que há organismos e fundações internacionais, há geo-políticos, economistas, laboratórios farmacêuticos - eu sei que você não sabe bem o que são todos esses nomes - que querem 'matar crianças pobres' de uma forma não tão brutal como você perdeu a sua vida, mas com o disfarce de uma teoria e com baratas pílulas anticoncepcionais, cirurgias grátis e farta distribuição de pílulas do dia seguinte. Sabe que eu pensei nesses dias depois que você morreu? Eu pensei, João, que se as autoridades federais, estaduais e municipais, se os juízes e ministros dos tribunais superiores do nosso país, não abrirem bem os olhos, a sua terrível morte 'acabará em pizza'. Seria mais uma enorme desilusão para todo o nosso Brasil, se você fosse mais uma notícia de Jornal que não deu em nada, como já houve com crianças e jovens mortos pela violência antes de você. João Hélio, mártir-mirim da vida, que Deus nos livre disso, mas a sua curta existência não pode virar a CPI dos Correios, o valerioduto, o escândalo do mensalão, o caso dos sanguessugas, a possível anistia do José Dirceu, o reeleição de deputados que perderam não só o decoro parlamentar, mas o nobre senso do bom serviço do povo, que deveriam ter sempre mesmo se não ocupassem cadeiras no Congresso Nacional ou nas Assembléias estaduais. João, menino que sabia amar e queria crescer no amor da sua família, você pode desculpar-nos? Desculpe muitos adultos que se esqueceram que foram crianças um dia e hoje consideram as crianças - especialmente as crianças pobres - as culpadas de uma suposta super-população mundial, de uma futura falta de alimentação para as gerações que você não irá mais conviver com ela: julgam um problemão os fetos que têm alguma deficiência no seu corpinho... e, tape os seus ouvidinhos, João, esses adultos maus não gostam de meninos como você, porque estes sabem dar grandes lições de amor à vida, e aqueles adultos sem memória não querem sentar de novo nas cadeiras das salas de aula para ouvirem falar de caráter sagrado da vida, de inviolabilidade e direito à vida desde que é concebida até a sua morte natural. Felizmente, meu querido mártir-mirim, os seus amiguinhos mártires dos três primeiros séculos do cristianismo irrigaram com seu sangue o campo fértil de uma civilização com menos Herodes, Neros e matadores de pessoas ocupando, legalmente cargos de governo. Você será a semente de um Brasil onde as crianças, terão respeito, consideração e muito amor desde do princípio. Enquanto isso, nossos olhos ainda ardem, porque têm lágrimas dentro deles, porque você não esta mais entre nós.
Bispo Auxiliar do Rio, responsável pela família e pela saúde; médico formado na Universidade de São Paulo Fonte: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro | |
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